Primeiro episódio de “Gênesis” expõe “teoria do intervalo”

Que tal aproveitar o momento para abrir e estudar sua Bíblia a fim de conhecer a história verdadeira e original?

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Se levar as pessoas a conferir na própria Bíblia aquilo que está sendo exibido na tela, a novela “Gênesis”, da TV Record, terá produzido um efeito colateral positivo. Mas, como a maioria das pessoas não fará isso, infelizmente, em muitas mentes ficará a impressão de que Adão era um troglodita machista agressor e de que os dinossauros teriam sido extintos pela queda de Lúcifer e seus anjos rebeldes, ideia conhecida como “teoria do intervalo”, “teoria do caos e restauração” ou mesmo “teoria do Éden luciferiano”. Obviamente, uma interpretação muito equivocada do relato de Gênesis.

Segundo Moisés (autor inspirado dos cinco primeiros livros da Bíblia), antes de ser preparada para abrigar vida (terraformada), a Terra era sem forma e vazia. Quando Deus pronunciou as palavras “haja luz”, teve início a semana da criação, com seis dias literais e ininterruptos de 24 horas cada (veja o vídeo abaixo). No sexto dia foram criados os animais terrestres e o primeiro casal humano. Portanto, os dinossauros foram criados nesse dia e não muito tempo antes, numa tentativa de acomodar o relato bíblico com a visão evolucionista.

Os criacionistas bíblicos, em sua maioria (e essa é também a posição da Sociedade Criacionista Brasileira), acreditam que os dinossauros (ou pelo menos a imensa maioria deles) foram extintos por ocasião do dilúvio, daí a abundância de fósseis deles e de muitas outras espécies de animais e plantas – já que se sabe que o processo de fossilização depende de soterramento rápido sob água e lama (veja o vídeo abaixo).

Resumindo: a leitura do primeiro capítulo de Gênesis deixa claro que a Terra era sem forma e vazia antes de acolher vida, e não que se tornou sem forma e vazia no tempo dos dinossauros. A “teoria do intervalo” é, na verdade, uma aberração teológica semelhante à ideia da evolução teísta, pois coloca a existência da morte antes do pecado de Adão e Eva. Se a morte já existia, o salário do pecado não é ela, como explica o apóstolo Paulo em Romanos 6:3. Se a morte não é consequência do pecado de nossos primeiros pais, que dívida Jesus veio pagar na cruz? Deus passa a ser o culpado direto pela existência da morte e do violento processo evolutivo, e Jesus é despido de Sua missão messiânica, sendo encarado como mero revolucionário. Isso tudo atenta conta o caráter do Criador.

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Conforme escreveu Maurício Stycer no portal UOL, “o impacto visual de efeitos especiais não diminuiu em nada a sensação de que estava assistindo a uma aula sobre criacionismo. […] Driblando a teoria da evolução, a novela ‘ensina’ que foi Lúcifer quem causou a extinção dos dinossauros. […] No segundo capítulo, a punição a Adão e Eva se estendeu à família, que enfrenta uma vida de privações. Sob o olhar atento de Lúcifer, que aprecia o drama, todas as filhas de Adão abandonam o lar em protesto à rispidez e ao machismo do pai. Inflexível, Deus recusa uma oferta de Caim porque ele não ofereceu o melhor que tinha para dar”.

Eis aí os problemas: (1) a falsa impressão de que o que a novela apresenta seria a visão criacionista; (2) o preenchimento com excesso de imaginação das lacunas no relato bíblico e o abuso da licença poética; (3) a descaracterização dos personagens bíblicos ou mesmo a ideologização anacrônica deles; e (4) a imprecisão teológica, afinal, Caim não ofereceu “o melhor que tinha para dar”, ele recusou oferecer o símbolo da única coisa que poderia salvá-los: o cordeiro que apontava para o Cordeiro (João 1:29).

A novela contou com a ajuda de consultores como o arqueólogo Dr. Rodrigo Silva, mas isso não significa que eles tenham tido acesso ao roteiro dos episódios ou que pudessem interferir no texto. O consultor apenas presta informações técnicas sobre alguns aspectos que deverão constar na obra. E os roteiristas/produtores/diretores decidem o que vão considerar ou não.

Semana que vem a novela vai tratar do dilúvio. Vejamos o que vem por aí… Enquanto isso, que tal abrir e estudar sua Bíblia a fim de conhecer a história verdadeira e original?

Michelson Borges

Ser humano: uma espécie única

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Em outubro de 2006, a revista Time publicou o artigo “Como nos tornamos humanos”. O texto diz o seguinte: “As pequeníssimas diferenças [na verdade, hoje se sabe que não são tão pequenas assim], esparramadas por todo o genoma, têm feito toda a diferença. Agricultura, linguagem, arte, música, tecnologia e filosofia – todas as realizações que nos fazem profundamente diferentes dos chimpanzés e que fazem um chimpanzé num terno e gravata parecer tão profundamente ridículo – são de alguma forma codificadas em frações minuciosas de nosso código genético. […] Ninguém ainda sabe exatamente onde elas estão ou como elas funcionam, mas em algum lugar dos núcleos de nossas células estão bastantes aminoácidos, arrumados em ordem específica, que nos dotaram com a capacidade mental para suplantarmos em pensar e fazer aos nossos mais próximos parentes [meus parentes, não!] na árvore da vida. Elas nos dão a capacidade de falar, escrever, ler, compor sinfonias, pintar obras de arte, e aprofundarmos na biologia molecular que nos faz ser o que somos.”

Se para ser humanos dependemos de detalhes perfeitamente arrumados em ordem específica, a pergunta é: Quem os arrumou?

A origem dos sexos

É difícil (para não dizer impossível) explicar como a vida teria “surgido” de maneira espontânea. Esse é um mistério que tem acompanhado os cientistas ao longo dos anos. Mas a coisa fica ainda mais complicada quando se pensa naqueles seres vivos que dependem da reprodução sexuada para perpetuar sua espécie. É o caso dos seres humanos. Quando, como e por que teria surgido um tipo de reprodução que depende de dois organismos diferentes, mas perfeitamente compatíveis? Seria possível que duas mutações distintas em dois seres distintos, numa mesma época e mesma região (afinal, eles tinham que se encontrar) tivessem dado origem a dois órgãos reprodutores diferenciados, mas compatíveis – e mais: capazes de dar origem a outro ser da mesma espécie?

Mas ainda que todas as etapas milagrosas que levaram à reprodução sexuada tivessem ocorrido, haveria outro desafio: o nascimento. Detalhe: a pelve feminina tem formato mais circular que a do homem e uma cavidade pélvica maior que facilita a passagem do bebê no parto. Vamos dar uma chance ao acaso: digamos que um primeiro bebê fosse gerado, superando todas as dificuldades descritas acima. Se os ossos da bacia da mulher não fossem como são, esse primeiro bebê teria morrido. Adeus, humanidade!

Linha de montagem automatizada

Em certos aspectos, o corpo humano mais se parece com uma linha de montagem automatizada que, obviamente, precisou de alguém muito inteligente para programar tudo. Veja alguns exemplos disso:

1. O ribossomo é uma organela que fabrica proteínas e enzimas para os seres vivos – ele faz isso juntando aminoácidos. É uma máquina molecular natural encontrada em todas as células vivas. A título de comparação, o ribossomo produz 20 blocos de proteínas por segundo, enquanto a máquina molecular artificial mais moderna criada pelo ser humano produz apenas quatro blocos a cada 12 horas. A imitação é bem inferior e foi criada. O que dizer do original?

2. Quinesina é um motor proteico que “caminha” ao longo do microtúbulo (estrutura que forma o “esqueleto” das células). Ela é responsável pela estruturação e alocação de organelas membranosas, como o complexo de Golgi e o retículo endoplasmático rugoso, entre outros componentes das células. Máquinas poderiam surgir do nada? E você tem trilhões delas trabalhando automaticamente em seu corpo neste instante!

3. Hidrelétricas são equipamentos de conversão da energia cinética da água para uma forma de energia que é melhor para ser utilizada pelo ser humano: a energia elétrica. A mitocôndria faz algo parecido: converte a energia estocada na forma de açúcares e gordura em moléculas de adenosina trifosfato (ATP). A gigante Itaipu possui apenas 20 turbinas. Cada mitocôndria possui milhares, e cada célula possui milhares de mitocôndrias!

O quilo e meio de matéria mais complexa do Universo

John McCrone, em seu livro Como o Cérebro Funciona, escreveu: “[O cérebro] é o objeto mais complexo que o homem conhece. Dentro dessa massa aparentemente grosseira e disforme há o maior projeto de design já visto. [Ele] tem aproximadamente 100 bilhões de neurônios, células nervosas cerebrais. Cada um desses neurônios pode fazer entre mil e várias centenas de milhares de sinapses. Uma sinapse é a junção entre dois neurônios. Logo, o seu cérebro é capaz de produzir cerca de mil trilhões de conexões. Se a substância branca de um único cérebro humano fosse desenrolada, formaria um cordão longo o suficiente para dar duas voltas ao redor do globo terrestre. Então, imagine só… Tudo isso, os neurônios e suas conexões, as células de apoio, o cabeamento, fica emaranhado dentro de seu crânio.”

E na revista Veja do dia 28 de fevereiro de 2008, há a seguinte informação: “Com a tecnologia hoje disponível, seria necessário um supercomputador que ocuparia uma área aproximada de quatro Maracanãs para reproduzir de forma digital a capacidade de processamento dos 100 bilhões de neurônios do cérebro humano.” 

Computadores e processadores surgem do nada? E o que dizer do cérebro, um computador superavançado, à prova d’água, que pesa apenas aproximadamente um quilo e meio? O cérebro é a porção de matéria mais complexa do Universo!

(Michelson Borges é jornalista, escritor, mestre em teologia e pós-graduando em Biologia Molecular)

O que há de errado com a evolução teísta?

A evolução teísta, como é geralmente definida, é a crença de que os processos naturais, sustentados pela providência ordinária de Deus, foram os meios pelos quais ele trouxe a vida e a humanidade. Frequentemente, envolve uma ancestralidade comum para todas as coisas vivas, macroevolução e alguma versão de poligênese.

William Dembski explica: “Para os criacionistas da Terra jovem e da Terra velha, os humanos que carregam a imagem divina foram criados do zero. Em outras palavras, Deus fez algo radicalmente novo quando nos criou – não emergimos de organismos pré-existentes. Segundo essa visão, hominídeos em pleno funcionamento, com corpos totalmente humanos, mas sem a imagem divina, nunca existiram. Para a maioria dos evolucionistas teístas, em contraste, os ancestrais primatas evoluíram ao longo de vários milhões de anos até hominídeos com corpos totalmente humanos” (God and Evolution, p. 91).

De acordo com alguns proponentes da evolução teísta, Gênesis 2:7 é uma referência à obra de Deus na história, pela qual ele transformou Adão em um ser espiritual à imagem de Deus, em vez do tipo inferior de ser que ele era antes. Essa abordagem ainda insiste na historicidade de Adão e Eva e sua queda real no Jardim. Mas, nessa visão, Adão pode não ter sido o primeiro humano:

“De acordo com o modelo preferido de [Denis] Alexander, os humanos anatomicamente modernos surgiram há cerca de 200 mil anos, com a linguagem tendo se desenvolvido há 50 mil anos. Então, por volta de 6.000-8.000 anos atrás, Deus escolheu alguns agricultores neolíticos e então Se revelou pela primeira vez, constituindo-os assim como Homo divinus, os primeiros humanos a conhecer Deus e a estar espiritualmente vivos” (Should Christians Embrace Evolution?, p. 47).

E o que há de errado com essa abordagem? Por que não podemos dizer que Adão foi uma pessoa real e a primeira pessoa a conhecer Deus, mas não o único humano no planeta? Não estamos ainda no reino da ortodoxia histórica, mesmo se Adão tivesse evoluído de outros seres e não tivesse sido o pai físico de todas as pessoas vivas? Estou levantando essas questões não para sugerir uma postagem unilateral no blog e algumas citações visando obliterar a evolução. Em vez disso, o ponto é examinar se a evolução total pode ser reconciliada com a fidelidade total à autoridade bíblica.

Listados abaixo estão oito problemas que Wayne Grudem encontra com a evolução teísta. Eu reconheço que ele pode não ser uma autoridade nesses assuntos, mas de maneira típica ele destila os pontos principais muito bem, e explica sucintamente a quais conclusões antibíblicas devemos chegar para que a evolução teísta seja verdadeira.

  1. Adão e Eva não foram os primeiros seres humanos, mas eram apenas dois agricultores neolíticos, entre cerca de dez milhões de outros seres humanos na Terra naquela época, e Deus escolheu revelar-Se a eles de uma forma pessoal.
  2. Esses outros seres humanos já haviam procurado adorar e servir a Deus ou aos deuses por suas próprias maneiras.
  3. Adão não foi especialmente formado por Deus do “pó da terra” (Gn 2:7), mas teve dois pais humanos.
  4. Eva não foi feita diretamente por Deus de uma “costela que o Senhor Deus tirou do homem” (Gn 2:22), mas ela também tinha dois pais humanos.
  5. Muitos seres humanos, tanto da época como de agora, não são descendentes de Adão e Eva.
  6. O pecado de Adão e Eva não foi o primeiro pecado.
  7. A morte física humana já ocorria por milhares de anos antes do pecado de Adão e Eva – era parte da forma como seres vivos sempre existiram.
  8. Deus não impôs nenhuma alteração no mundo natural quando amaldiçoou a Terra por causa do pecado de Adão (Should Christians Embrace Evolution?, p. 9).

Essas são outras questões que a evolução teísta levanta para o cristão que crê na Bíblia. Como podemos manter a dignidade e majestade especiais que a Bíblia concede aos seres humanos, quando somos apenas qualitativamente diferentes de outras formas de vida e continuamos com o restante do mundo animal? Como Deus pode imputar o pecado e a culpa a todos os humanos ao longo da linhagem do representante federal, quando alguns de nós não têm nenhuma conexão física com Adão? Da mesma forma, se nem todos descendemos literalmente de um casal, como podemos todos ter uma conexão ontológica com Cristo que assumiu a carne da raça de Adão?

Claro, se não precisasse encaixar na Bíblia, esses problemas não seriam problemas (conceitualmente). Mas a evolução teísta pretende reunir o consenso evolucionista com a doutrina fiel da criação. Esse é todo o apelo. E, no entanto, não vejo como os dois possam ser compatíveis, tenha Adão realmente existido ou não.

(Kevin Deyoung; Coalizão Pelo Evangelho; Tradução Paulo Reiss Junior)

Leia também: O avanço do evolucionismo-teísta no Brasil, Instituição evoteísta faz ataque silencioso ao criacionismo, As incoerências do evolucionismo teísta, Vaticano assume evoteísmo e deve reabilitar padre evolucionista

Arqueologia e fake news

Especialista fala sobre a importância dos achados arqueológicos para a compreensão da Bíblia e acerca do problema das fraudes nessa área

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Carina Pereira de Oliveira Prestes é graduada em Arquitetura pela UFPR (2004) e atuou como arquiteta por alguns anos. Ela e o esposo, Flávio Prestes Neto, decidiram ir para a Universidade Andrews, nos Estados Unidos, e se preparar para servir a Deus em tempo integral como professores. Ela começou os estudos em Arqueologia Bíblica em 2010. Desde então, completou o mestrado em Arqueologia do Antigo Testamento, participou de escavações na Jordânia, em Israel e na Itália, e proferiu palestras em diversos países. Também escreveu artigos e apresentou vídeos de arqueologia publicados nos Estados Unidos. Atualmente, Carina está escrevendo sua tese doutoral com foco na arqueologia do Novo Testamento e do cristianismo primitivo.

[Leia aqui a entrevista.]

Floresta habitada por dinossauros na Antártica?

Quando consideramos o modelo criacionista, a contradição desaparece.

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No dia 1º de abril de 2020, a renomada revista Nature publicou um artigo científico[1] que registra, de forma inédita, a ocorrência de uma floresta tropical temperada no lado ocidental da Antártica, há 90 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], durante o período Cretáceo, época dos dinossauros. Os cientistas envolvidos nessa pesquisa, do Alfred Wegener Institute (AWI), da Alemanha, se utilizaram de uma nova técnica de perfuração do solo para extrair testemunhos (amostras de rocha ou solo) a uma profundidade aproximada de 30 metros abaixo do fundo do mar. No material analisado, encontraram vestígios de solos antigos, além de pólens e raízes fósseis.[2] Testemunhos como esses podem registrar muita informação sobre o clima passado, funcionando como “cápsulas do tempo” para parâmetros como temperatura média, pluviosidade e vegetação.[3]

De acordo com a pesquisa realizada, os cientistas concluíram o seguinte: (1) a temperatura média anual na Antártica há 90 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] seria 13 °C, com um pico de 18,5 °C durante o verão (muito contrastante com o cenário atual no qual a temperatura dessa região varia de -60 °C a -10 °C); (2) a temperatura da superfície de lagos e rios da floresta poderia alcançar 20 °C; (3) a floresta que cobria a Antártica nessa época era densa e do tipo tropical temperada, com algumas áreas pantanosas, muito similar a florestas que hoje ocorrem na Nova Zelândia; (4) muito provavelmente não havia cobertura de gelo na Antártica; (5) a paleolatitude do oeste da Antártica (onde as amostras foram coletadas) era de 81,9°S, o que significa que o continente antártico não se encontrava em uma posição consideravelmente diferente da atual há 90 milhões de anos [idem] – hoje a costa ocidental da Antártica situa-se a uma latitude aproximada de 75°S.[1, 2, 3]

Exponho a seguir três pontos relevantes, do ponto de vista criacionista, concernentes às descobertas feitas na pesquisa em questão.

Em primeiro lugar, o que chama a atenção é a boa preservação das raízes fósseis encontradas. Elas estavam tão bem preservadas que foi possível identificar estruturas celulares.[3] Um dos pesquisadores chegou a afirmar maravilhado: “É como se nós tivéssemos perfurado um ambiente pantanoso moderno e você estivesse vendo o sistema de raiz vivo, pequenas partículas de plantas e pólen – mas tudo isso está preservado há 90 milhões de anos [idem]. É surpreendente.”[2]

O alto grau de preservação desses fósseis contrasta marcadamente com a ideia de que eles possuiriam 90 milhões de anos. Se considerarmos ainda que troncos de árvores muito bem preservados (a ponto de ser possível até mesmo extrair aminoácidos de proteínas das células deles) também foram descobertos em outra localidade da Antártica, fica ainda mais evidente que estamos diante de fósseis vegetais recentes.[4]

Outro ponto importante, segundo a cosmovisão criacionista, é que, de acordo com os cientistas envolvidos nessa pesquisa, dinossauros habitaram as florestas tropicais temperadas da Antártica.[2] Fósseis de diferentes espécies de dinossauros (inclusive do maior predador do começo do Jurássico, o Criolofossauro) e de répteis marinhos contemporâneos a eles já foram encontrados em diferentes localidades da Antártica.[5] Fósseis são o resultado de processos hídricos catastróficos nos quais animais ou vegetais são rapidamente sepultados por lama transportada por água. Portanto, a presença de fósseis (tanto de animais quanto de vegetais) em várias localidades do continente antártico aponta para uma grande inundação que devastou e soterrou (provavelmente depois de algum transporte) árvores, plantas e animais.

Por fim, algo que merece ser destacado trata-se de um evidente paradoxo que surge a partir das interpretações dos pesquisadores dos dados obtidos. Eles concluíram que na época em que a floresta tropical temperada cobria a superfície do continente antártico, há supostos 90 milhões de anos (durante o período Cretáceo), ele estaria em uma latitude próxima da atual, o que significa que já estaria sujeito naquela época, como ocorre hoje, a um período de mais de quatro meses de completa escuridão a cada ano durante o inverno. A questão paradoxal aqui é: Como seria possível uma floresta sobreviver a um período tão extenso de ausência da luz solar? Os cientistas buscaram solucionar esse problema adotando um modelo no qual a concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera naquela época seria cerca de três a quatro vezes superior à concentração atual. Como esse gás é responsável pelo efeito estufa, eles acreditam que sua maior concentração na atmosfera teria promovido um clima quente, mesmo durante os longos invernos escuros, possibilitando a sobrevivência da vegetação.[1, 3]

A contradição em questão surge em função dos pressupostos evolucionistas/uniformitaristas adotados pelos cientistas. Para a geologia convencional, tanto a separação dos continentes quanto a formação das rochas que compõem a coluna geológica demandam centenas de milhões de anos. Logo, para eles, faz sentido pensar que as rochas nas quais os fósseis de raízes foram encontrados possam ter 90 milhões de anos, e que mesmo após todo esse tempo a placa Antártica não tenha se movido consideravelmente. No entanto, ao admitirem tais ideias para interpretar os dados obtidos, que apontam para a presença de uma rica floresta na Antártica, o paradoxo mencionado aparece.

Embora tenham sugerido uma forma de resolver o dilema, a hipótese proposta não parece resolver todos os pormenores da questão. Por exemplo, em um estudo feito em 2011, pesquisadores analisaram microestruturas de ossos de dinossauros também do período Cretáceo, encontrados na Austrália – a qual estaria (de acordo com as premissas evolucionistas) dentro do Círculo Antártico nessa época –, em busca de evidências de hibernação desses animais, haja vista os extensos invernos escuros que eles teriam que suportar, e concluíram que eles não hibernavam – notaram que os ossos dos dinossauros que habitavam próximo à região polar sul não eram diferentes dos ossos de dinossauros de outras latitudes.[5, 6]

Quando consideramos o modelo criacionista, a contradição mencionada desaparece. Segundo esse modelo, a Antártica faria parte, há alguns milhares de anos, de um supercontinente formado por todos os continentes hoje existentes. Naquela época, o continente antártico se situaria em uma latitude bem menor, o que lhe permitiria abrigar uma rica floresta e uma fauna diversa. O dilúvio, que foi a maior catástrofe hídrica do planeta, e também o momento em que as placas tectônicas foram formadas e começaram a se mover rapidamente, explica tanto a vasta ocorrência de fósseis nessa região quanto a posição atual da Antártica.

(David Ramos Pereira é geólogo pela Universidade Federal do Pará e mestre em Geologia e Geoquímica pela mesma universidade)

Referências:

[1] Klages, J. P., Salzmann, U., Bickert, T., Hillenbrand, C. D., Gohl, K., Kuhn, G., … & Bauersachs, T. (2020). Temperate rainforests near the South Pole during peak Cretaceous warmth. Nature580(7801), 81-86.

[2] Dinosaurs walked through Antarctic rainforests. https://www.bbc.com/news/science-environment-52125369; acessado em 04/04/2020.

[3] Evidence of ancient rainforests found in Antarctica. https://edition.cnn.com/2020/04/01/world/antarctica-ancient-rainforest-scn/index.html; acessado em 04/04/2020.

[4] Stumped by Forests in Antarctica. https://answersingenesis.org/the-flood/stumped-forests-antarctica/; acessado em 04/04/2020.

[5] Antarctic Dinosaurs. https://www.britannica.com/topic/Antarctic-Dinosaurs-1812725; acessado em 05/04/2020.

[6] Dinosaurs did not hibernate. https://www.sciencealert.com/shedding-light-on-australias-dinosaurs-of-darkness; acessado em 05/04/2020.

Inteligência artificial traz constrangimentos à teoria da evolução

Na verdade, vários outros aspectos do modelo precisariam de uma revisão.

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Os cientistas há muito acreditam que as extinções em massa de formas de vida na Terra criam períodos muito produtivos de evolução das espécies, ou “radiações”, um modelo conhecido como “destruição criativa”. No entanto, uma nova análise com uma amplitude nunca feita mostrou resultados bem diferentes. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Tóquio usaram o aprendizado de máquina para examinar a co-ocorrência de espécies fósseis e descobriram que radiações e extinções raramente estiveram conectadas na história da vida na Terra. Em outras palavras, as extinções em massa geralmente não causam radiações em massa, o que é um grande problema para o neodarwinismo.

A destruição criativa é central para os conceitos clássicos de evolução. Parece claro pelo registro fóssil que há períodos em que muitas espécies desaparecem repentinamente, e muitas espécies novas aparecem de repente. O “de repente” sempre foi uma pedra no sapato dos teóricos, uma vez que o mecanismo de surgimento de novas espécies está longe de ser claro – sem teorias razoáveis para esse mecanismo até agora, os biólogos tipicamente deixam o problema em compasso de espera afirmando que novas espécies surgem “ao longo de milhões de anos”, e não “de repente” [o que se trata de especulação filosófica, diga-se].

De fato, radiações (emergências de vida) de uma escala comparável às extinções em massa – que os autores deste novo estudo chamam de radiações em massa – têm sido muito menos estudadas do que os eventos de extinção, que estão claros no registro paleontológico [na verdade. o registro fóssil mostra um grande evento de extinção em massa que pode ser associado ao dilúvio bíblico, mas, infelizmente, essa catástrofe não é levada em conta pelos evolucionistas, por puro preconceito].

A equipe usou um programa de aprendizado de máquina para examinar a co-ocorrência temporal de espécies no registro fóssil fanerozóico, examinando mais de um milhão de entradas em um enorme banco de dados público que inclui quase duzentas mil espécies. Os resultados sugerem que a destruição criativa não é uma boa descrição de como as espécies se originaram ou foram extintas durante o Fanerozóico.

O método objetivo de inteligência artificial identificou nos dados os “cinco grandes” eventos de extinção em massa já descritos pelos paleontólogos, mas demonstrou que eles estão entre os 5% principais eventos de perturbações significativas em que a extinção ultrapassou a radiação ou vice-versa.

Na verdade, muitos dos momentos mais notáveis da radiação evolutiva ocorreram quando a vida entrou em novas arenas evolucionárias e ecológicas, como durante a explosão cambriana [veja o vídeo abaixo] da diversidade animal e da expansão carbonífera dos biomas florestais. [Fico pensando se os computadores não fossem alimentados com a informação de que a vida na Terra evoluiu ao longo de supostos milhões de anos; que resultados se obteriam…]

O programa também identificou sete extinções em massa adicionais nunca descritas, dois eventos combinados de extinção em massa e radiação, e quinze radiações em massa – em outras palavras, a emergência de vida em massa superou as extinções em massa por um placar de 15 a 12. [Identificação baseada em dados fornecidos.]

Surpreendentemente, em contraste com as narrativas anteriores, que enfatizam a importância das radiações pós-extinção, o estudo demonstrou que as radiações em massa e as extinções mais comparáveis raramente estiveram acopladas no tempo, o que refuta a ideia de uma relação causal entre elas.

Esses são resultados marcantes para a teoria da evolução, trazendo desafios para biólogos e paleontólogos, que agora terão que se deparar com a época em que suas teorias precisam dar um salto evolutivo. [Na verdade, vários outros aspectos da teoria da evolução precisariam de uma revisão, especialmente depois do desenvolvimento de áreas de pesquisa como a biologia molecular e a bioquímica.]

(Inovação Tecnológica)

Local de execução de João Batista foi encontrado por arqueólogos

trono de Herodes Antipas
Arqueólogos acreditam que este nicho representa os restos do trono de Herodes Antipas. A partir daqui, a decisão de executar João Batista pode ter sido tomada. (Crédito da imagem: Győző Vörös)

Arqueólogos afirmam ter identificado a pista de dança mortal onde João Batista — um pregador itinerante que previu a vinda de Jesus — foi condenado à morte por volta de 29 d.C. A Bíblia e o antigo escritor [judeu] Flávio Josefo (37-100 d.C.) descrevem como o rei Herodes Antipas, filho do rei Herodes, havia executado João Batista. Flávio especificou que a execução ocorreu em Maquiaéreos, um forte perto do Mar Morto na atual Jordânia.

Herodes Antipas temia a crescente influência de João Batista entre a população e assim ele o executou, escreveu Josefo. A Bíblia, por outro lado, conta de modo muito mais elaborado, alegando que Herodes Antipas mandou executar João Batista em troca de uma dança.

A história bíblica afirma que Herodes Antipas estava prestes a se casar com uma mulher chamada Herodias, e ambos eram divorciados, algo a que João Batista se opôs. Em seu casamento, a filha de Herodias, chamada Salomé, fez uma dança que tanto encantou Herodes Antipas que o rei prometeu tudo o que ela quisesse como recompensa. Salomé, instigada por Herodias, pediu a cabeça de João Batista. Herodes Antipas estava relutante em conceder o pedido, de acordo com a Bíblia, mas ele finalmente decidiu cumpri-lo e a cabeça de João Batista foi trazida para Salomé em uma bandeja.

Um pátio descoberto em Maquiaéreos é provavelmente o lugar onde a dança de Salomé foi realizada e onde Herodes Antipas decidiu decapitar João Batista, escreveu Győző Vörös, diretor de um projeto chamado Escavações e Pesquisas de Maquiaéreos no Mar Morto, no livro Arqueologia da Terra Santa em ambos os lados: Ensaios arqueológicos em honra de Eugenio Alliata (em tradução livre; Fondazione Terra Santa, 2020). O pátio, disse Vörös, tem um nicho em forma de apsidal que provavelmente sejam os restos do trono onde Herodes Antipas se sentou.

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Uma reconstrução da cidadela superior de Maquiaéreos. (Crédito da imagem: Győző Vörös)

A equipe arqueológica vem reconstruindo o pátio e publicou várias imagens no livro mostrando como era na época da execução de João Batista. […]

(Live Science, via Hypescience)

Rinoceronte da Era do Gelo é recuperado com órgãos intactos na Rússia

Descobertas desse tipo estão se tornando mais frequentes à medida que o aquecimento global derrete o permafrost.

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Apesar de ter vivido há mais de 20 mil anos [segundo a cronologia evolucionista], alguns dos órgãos de um rinoceronte-lanudo ainda estão intactos, com um nível de preservação que impressionou cientistas. Estima-se que o animal, encontrado por um morador no leste da Sibéria, tenha vivido na Era do Gelo.

A carcaça veio à tona após o derretimento do permafrost – a camada de solo permanentemente congelada em áreas muito frias – na região de Iacútia, no nordeste da Rússia. Os especialistas vão entregar o rinoceronte a um laboratório na cidade de Yakutsk para saber mais sobre o achado. Lá, os cientistas colherão amostras e conduzirão análises de radiocarbono.

Estima-se que o rinoceronte tenha vivido durante o Pleistoceno, era geológica compreendida entre 20 a 50 mil anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Valery Plotnikov, cientista que examinou os restos mortais, disse à mídia russa que o rinoceronte tinha entre três e quatro anos quando morreu, provavelmente por afogamento. Ela acrescentou que grande parte dos órgãos e tecidos moles do animal permaneceu intacta, incluindo os intestinos e a genitália. “Um pequeno chifre também foi preservado. Isso é uma raridade, porque essa estrutura se decompõe rapidamente”, disse Plotnikov à TV russa Yakutia 24 TV. A análise preliminar indica que há vestígios de desgaste no chifre, sugerindo que o rinoceronte “o estava usando para se alimentar”, disse.

O rinoceronte foi descoberto em agosto por um morador na margem do rio Tirekhtyakh. O achado aconteceu numa região onde outro rinoceronte-lanudo foi encontrado em 2014. À época, esse outro espécime ganhou o nome de Sasha. Acredita-se que ele tenha vivido há 34 mil anos [idem]. Nos últimos anos, foram feitas descobertas significativas de restos mortais de mamutes, rinocerontes-lanudos, cavalos e filhotes de leões-das-cavernas em partes da Sibéria. Em setembro do ano passado, os pesquisadores encontraram a carcaça bem preservada de um urso da Idade do Gelo nas ilhas Lyakhovsky, no nordeste da Rússia. Descobertas desse tipo estão se tornando mais frequentes à medida que o aquecimento global derrete o permafrost em vastas áreas dos extremos norte e leste da Rússia.

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(UOL Notícias)

Leia mais sobre Era do Gelo e Permafrost (clique aqui).

A soberba de Hawking e a humildade de Pascal

“É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.”

Blaise-Pascal

É frustrante (pra não dizer irritante) ver gênios da ciência e do pensamento querendo dar respostas para questões que são claramente “irrespondíveis” pela ciência. Do alto de sua brilhante carreira científica (que sempre admirei), o físico britânico Stephen Hawking parece ter se esquecido de outra virtude importante para os pensadores: a humildade. O grande Isaac Newton se referia aos “ombros de gigantes” sobre os quais se apoiou para poder ver mais longe e admitiu que somos como crianças diante de um mar de conhecimento. Mas e Hawking, o que fez diante de perguntas fundamentais que apontam para os limites no natural (portanto, para o sobrenatural)? Tentou engambelar seu público e a si mesmo com palavras vazias como estas, extraídas de seu livro O Grande Projeto (E esse título, hein? Foi pra provocar?): “Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequado à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação.”

Pra começo de conversa, não existem evidências conclusivas da existência de outros universos, o que Hawking e seus seguidores assumem como certo. E se não podemos provar que esses universos paralelos existem, de que vale teorizar sobre eles? A frase “nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência” é, para mim, o verdadeiro conto de fadas; é falar ao vento. Note bem: Hawking considera a vida após a morte um conto de fadas, mas se refere a multiversos improváveis e os descreve como se fossem reais! Há muito mais evidências históricas da ressurreição de Jesus Cristo (que é a garantia da nossa própria ressurreição) do que desses tais universos. Mas Hawking insiste em negar essas evidências para acreditar em fábulas metafísicas…

“Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação”, diz Hawking. Acho que esse é o ponto. O ser humano, sem Deus, deseja sempre ocupar o trono da existência. Por mais que seja consciente de sua pequenez de habitante de um “pálido ponto azul” num universo incomensurável, quer ser “senhor da criação”. Aqui fazem falta os pensamentos de outro gigante intelectual que dizia entrar em pânico todas as vezes que via a cegueira e a miséria do “homem sem luz, abandonado a si mesmo, perdido neste canto do Universo, sem saber quem aqui o colocou, o que vai fazer e o que acontecerá quando morrer”. Blaise Pascal nasceu em 1628 e teve um encontro com o Criador em 1654, aos 31 anos de idade.

Você já leu Pensamentos, de Pascal? O livro é um verdadeiro alento nesta época de relativismo e “verdades” humanas sem substância. Quando pessoas como Hawking (cujo espirro virava notícia na mídia) me cansam com seu palavrório sem lastro, volto-me para a verdade absoluta da Palavra e para homens e mulheres que edificaram sobre esse firme fundamento. Pascal é um deles. Note por que:

“A encarnação de Jesus mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que ele precisa.”

“Hoje o homem se tornou semelhante aos animais, num tal afastamento de Deus que apenas lhe resta uma luz confusa de seu Criador.”

“É perigoso conhecer Deus sem conhecer a própria miséria e conhecer a própria miséria sem conhecer Deus.”

“A negligência dos que passam a vida sem pensar no fim derradeiro da existência irrita-me mais do que me comove e me espanta mais do que me aterroriza.”

“Não tendo conseguido curar a morte, a miséria e a ignorância, os homens procuram não pensar nisso tudo para serem felizes.”

“Entre nós e o inferno ou o céu, há apenas uma vida, assim mesmo extremamente frágil.”

“Todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo caem no ateísmo ou no deísmo, duas coisas que a religião cristã abomina quase de igual forma.”

“O conhecimento de Deus sem o da própria miséria produz orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus produz desespero. O conhecimento de Jesus Cristo gera o meio-termo, pois nEle encontramos Deus e nossa miséria.”

“A religião cristã é sábia e louca. Sábia não só por ser a que mais sabe, mas também por ser a mais fundada em milagres, profecias, etc. Louca, porque não é isso tudo o que faz com que pertençamos a ela. O que nos faz crer é a cruz.”

“É preciso saber duvidar quando necessário, afirmar quando necessário e submeter-se quando necessário. Quem não faz assim não entende a força da razão.”

“Por serem bastante infelizes, devemos mostrar piedade para com os que não querem ou não conseguem crer.”

“Submissão e uso da razão – eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. O último passo da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a supera. Se a razão não reconhece isso, ela é fraca. Se as coisas naturais a superam, o que se dirá das sobrenaturais?”

“Se o homem não foi feito para Deus por que só é feliz em Deus? Se o homem é feito para Deus, por que é tão contrário a Deus?”

“Não tenho palavras para qualificar aquele que duvida e não corre atrás da certeza, aquele que, ao mesmo tempo, é sumamente infeliz e injusto, e ainda se sente tranquilo e satisfeito e se vangloria disso tudo.”

“É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.”

Orei muitas vezes para que Stephen Hawking tivesse um encontro com o Criador, como aconteceu com Pascal, Newton e tantos outros. Espero que as décadas de “prisão” naquela cadeira de rodas não tenham se transformado numa eternidade perdida. Que desperdício seria esse…

Michelson Borges

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A Estrela de Belém será observada novamente?

“Uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel.”

saturn

ASPECTO ASTRONÔMICO: “Se você olhar para o céu hoje, notará dois pontos brilhantes, de coloração amarelada, deslocados um pouco para o oeste. Pois bem, esses dois pontos brilhantes são os planetas Júpiter (o mais brilhante) e Saturno (o menos brilhante). Por serem planetas, eles não estão fixos. Ao contrário, movimentam-se ao redor do Sol, assim como a Terra. Com o passar das noites você perceberá que eles se deslocam gradativamente pelo céu. É justamente por conta desse deslocamento que, algumas vezes, em razão do nosso ângulo de vista aqui da Terra, eles acabam se alinhando ou aparentando estarem muito pertinho um do outro, chegando ao ponto de parecerem um único objeto bastante brilhante. É exatamente isso que vai ocorrer na noite de Natal! Júpiter e Saturno, observados aqui da Terra, estarão bem pertinho um do outro, fazendo-os parecer uma estrela muito brilhante, ao oeste. Esse fenômeno se chama “conjunção planetária”. É um evento astronômico relativamente comum e pode envolver diversos corpos celestes, como a própria Lua. Portanto, nada de estrela! São dois PLANETAS que estarão muito próximos um do outro, no céu. Apenas isso!” (Skynews Astronomia)

ASPECTO RELIGIOSO: Sobre a estrela de Natal, primeiramente é bom deixar claro que Jesus não nasceu em 25 de dezembro, mas, provavelmente, durante o período da Festa dos Tabernáculos (durante a primeira quinzena de outubro do ano 2 a.C.). A história relacionada com uma estrela em Seu nascimento vem de uma profecia de Balaão feita 1.500 anos antes: “Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel” (Números 24:17).

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