O mistério do relógio de Acaz

Relogio

De vez em quando, alguém pergunta o que exatamente Deus teria feito para efetuar o milagre do retrocesso de 10 graus na sombra no relógio de sol de Acaz (2 Reis 20:11). Temos alguma pista sobre isso?

O caso é bastante semelhante ao do dia longo de Josué, o qual, segundo evidências arqueológicas, foi um fenômeno mundial, pois correspondeu a uma noite longa nas Américas. Isso indica que a Terra parou de girar no caso de Josué e chegou a retroceder no caso de Acaz. Um contra-argumento comum é o de que um fenômeno assim seria catastrófico a ponto de provavelmente eliminar a vida na Terra. Para ter uma ideia em miniatura do problema, basta imaginar um carro viajando em alta velocidade por uma estrada e tendo sua velocidade reduzida a zero muito rapidamente ao bater contra uma rocha. O carro provavelmente seria destruído e seus ocupantes obviamente morreriam no processo. Portanto, alguma outra coisa deve ter ocorrido tanto no caso do relógio de Acaz quanto no dia longo de Josué, certo. Na verdade, esse é um argumento falacioso (enganoso).

Usaremos de um certo abuso de linguagem para tornar a explicação mais acessível.

Aproveitemos a analogia do carro para examinar o problema um pouco mais de perto em uma situação menos extrema. Imagine o carro viajando a uma velocidade de, digamos, 100 km/h. Quando o freio é acionado, ele faz com que surja uma força (torque, mais precisamente) que tende a fazer com que as rodas parem de girar. Por causa do atrito entre os pneus e a estrada, o efeito final é que o carro é afetado por uma força em sentido contrário a seu deslocamento, causando uma “desaceleração” (uma aceleração em sentido contrário ao do movimento).

Por causa da inércia (tendência natural a permanecer no mesmo estado de movimento), os ocupantes do carro tendem a continuar viajando com a mesma velocidade ao passo que o veículo tende a deslocar-se cada vez mais lentamente. Isso dá às pessoas a sensação de serem impulsionadas para a frente, pois sua percepção baseia-se no referencial do carro. Mesmo de olhos fechados, os ocupantes podem saber quando o carro aumenta ou diminui sua velocidade por causa desse efeito de inércia. Se a alteração de velocidade for muito abrupta, o resultado pode ser fatal. A causa do problema está nas forças que as partes do veículo impõem umas sobre as outras e sobre os passageiros. Isso ocorre porque a força de frenagem ou de aumento de velocidade é aplicada a uma parte do veículo e então transmitida, por meio dela a todas as demais partes bem como aos ocupantes. Se essas forças forem suficientemente grandes, podem destruir tudo.

O que aconteceria se a mesma aceleração aplicada ao eixo das rodas também fosse aplicada a cada partícula do veículo e de seus ocupantes? Nesse caso, não haveria tensão entre partes do veículo nem entre elas e os ocupantes. De fato, seria impossível perceber a aceleração sem observar o ambiente externo ao carro. A aceleração poderia ser altíssima ou muito baixa e os ocupantes do veículo não sentiriam a diferença.

Para frear ou acelerar um carro dessa maneira, seria necessário um “campo de forças” ou, mais precisamente, um campo de acelerações. Pode parecer ficção científica, mas a gravidade funciona exatamente assim. Um carro sobre uma rampa a uma velocidade suficientemente alta, ao terminar a subida, pode perder contato com a rampa e ter sua componente vertical da velocidade freada rapidamente pela gravidade sem que isso faça com que os ocupantes do veículo sejam projetados violentamente para o teto. Apenas tendem a acompanhar naturalmente o movimento do carro, uma vez que a mesma aceleração da gravidade que atua sobre o veículo, atua também sobre eles. Nenhum efeito catastrófico ocorre a não ser quando batem no solo.

Campos gravitacionais também podem atuar de outras maneiras. Existe, por exemplo, o efeito Lense-Thirring, previsto em 1918: um objeto com grande massa e em alta velocidade de rotação pode “arrastar” o espaço ao seu redor induzindo movimentos tangenciais em objetos ao seu redor, fazendo com que órbitas em torno do objeto central sofram precessão.

Após esse passeio por noções de Física básica, podemos voltar nossa atenção ao problema do relógio de Acaz e o do dia longo de Josué. Se o torque aplicado para deter ou mesmo inverter a rotação da Terra fosse aplicado na forma de um campo que afeta cada partícula da mesma forma, não haveria qualquer efeito perceptível a não ser a alteração no movimento em relação a referenciais externos. E Deus poderia fazer isso sem violar qualquer lei física.

(Eduardo Lütz é bacharel em Física e mestre em Astrofísica Nuclear pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Sodoma e Gomorra destruídas por asteroide?

Especulações nunca faltam, mas que dizem os fatos?

planisferio

Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteroide – que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma a e Gomorra. Conhecido como “Planisfério”, o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os acadêmicos. O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos.

Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines, e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (calendário juliano).

Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens, e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteroide de mais de um quilômetro de diâmetro.

De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteroide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande.

O asteroide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.

Segundo os pesquisadores, o rastro do asteroide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400 ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.

Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Velho Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos.

O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteroide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes.

Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto.

(BBC Brasil)

Nota: Certa vez, entrevistei o arqueólogo Dr. Paulo Bork (a entrevista foi publicada no meu livro Por Que Creio) e ele me disse o seguinte: “Escavamos aquela região [de Sodoma e Gomorra] por vários anos e descobrimos coisas muito interessantes, que respaldam o relato bíblico. Existiam cinco cidades na parte leste do Mar Morto. Quando as escavamos, encontramos grande quantidade de cinzas. Em alguns lugares havia uma camada de um metro de cinzas. Não há outra maneira de explicar tamanha destruição e tanta cinza em um só local, a não ser pelo trágico relato de Gênesis.

“Anos antes, em 1924, o famoso arqueólogo William F. Albright, juntamente com M. Kyle, já haviam feito investigações profundas na região do Mar Morto, concluindo que seria ali a localização das duas cidades destruídas por Deus. Só que na época lhes faltavam equipamentos sofisticados dos quais dispomos hoje. Em 1960, Ralph Barney explorou o fundo do Mar Morto com um sonar e encontrou várias árvores a certa profundidade. Isso demonstra que a água do Mar Morto submergiu uma vasta área fértil. Mas ele não encontrou vestígios de civilização ali. Se aquele era o vale que encantou o sobrinho de Abraão, onde estariam as cidades? No lado oeste do Mar Morto há restos de uma cidade que chama bastante a atenção. Esse sítio arqueológico foi batizado com o nome árabe de Bab eh dra. A cidade que ali existiu data de mais ou menos 2200 a.C., e ali também há grande quantidade de cinzas.

“Em outras palavras, Bab eh dra foi destruída pelo fogo. Nem seu cemitério escapou das chamas, pois parte das tumbas também contêm vestígios de fogo. Mas o que causou esse grande incêndio? É importante frisar que não há na região presença de atividades vulcânicas. Além disso, quando os exércitos inimigos destruíam as cidades com fogo, geralmente poupavam seus cemitérios. Logo, há uma razoável possibilidade de que essa região contenha de fato os restos do que um dia foi uma região visitada pelo juízo de Deus.”

“De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo.” Judas 7