Um cientista resgatado por Deus

O criacionismo foi para ele a resposta

rodrigo

Olá, meu nome é Rodrigo Mello Gomes, sou casado com Wanessa Gomes, e hoje moramos com nosso filho, na cidade de Goiânia, GO. Escrevo esta “carta” para contar um pouquinho sobre minha vida e dar meu testemunho de como retornei para os braços de nosso Criador. Fui criado em um lar adventista e meus pais sempre investiram em minha educação, dentro de suas limitações, é claro. Nunca deixaram faltar a Lição da Escola Sabatina, minha e de minha irmã, e sempre fizeram a assinatura da revista Nosso Amiguinho. Quando aprendi a ler, meu primeiro livro foi uma Bíblia. Creio que eles levavam muito a sério o texto bíblico de Provérbios 22:6, e sou muito grato a eles por isso. Bom, acontece que eu cresci e me tornei um jovem “esquenta banco”. Frequentava a igreja, mas não tinha nenhum envolvimento com a rotina da congregação. Acredito que esse seja o motivo de muitos jovens abandonarem a fé.

Comecei a faculdade de Engenharia Civil na Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 2001. Aos trancos e barrancos, levei o curso até 2004, e esses quatro anos não foram muito significativos na minha vida. Mas, em 2004, aconteceu algo que, eu ainda não sabia, mudaria minha vida no futuro. Naquele ano, foi realizado um encontro para jovens universitários organizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia na cidade de Maringá. Não me lembro do título do evento, mas lembro do local: foi no antigo shopping Aspem Park. Não dei muita atenção ao que foi dito lá, mas ganhei um livro de um jovem jornalista chamado Michelson Borges, intitulado Por Que Creio. Como curioso que sempre fui, li o livro, gostei da série de entrevistas detalhadas que trazem informações muito legais sobre o criacionismo, mas isso não acrescentou muito ao coração de um jovem “esquenta banco”. Pelo menos não naquele momento.

No fim de 2004, comecei a tomar decisões que mudariam minha vida. Decidi abandonar o curso de Engenharia e começar Educação Física. Passei no vestibular de novo e comecei a faculdade em 2005, também na UEM. Logo de cara terminei o namoro de seis anos com uma jovem adventista e me envolvi com outra jovem, não adventista. Além disso, abandonei totalmente minhas crenças religiosas. Depois de três anos, tivemos uma filhinha e eu terminei com essa moça também. Nesse meio tempo, “sabendo bem” o que eu queria da vida, comecei um estágio em um laboratório que se destaca no cenário nacional na área de fisiologia e bioquímica; o ano era 2007. De repente, coloquei na cabeça que seria um cientista e comecei a me dedicar dia e noite para isso. Nessa época, me envolvi com outra mulher e tive outra filha, em 2010. Depois de muitas brigas, também concluí que ela não era a “pessoa certa”. Pergunto: Com quem estava o problema?           

Durante a graduação, tive muita influência de pessoas não cristãs, e procurava apenas coisas prejudiciais para me divertir. Mas agora eu me achava dono da “verdade”, “superinteligente”, e deixei de acreditar em um Deus criador. Comecei a achar que o evolucionismo fazia muito mais sentido dentro do contexto científico do que acreditar que foi Deus quem criou tudo. Me preparei com um foco incrível para a seleção de mestrado, o que me rendeu o primeiro lugar. Imagine: eu já “me achava”, agora “eu tinha certeza” de que eu era “o cara”.           

Mas minha arrogância começou a incomodar as pessoas ao meu redor. Eu enfrentava todos achando que era melhor que todo mundo. Para “ajudar”, até certo ponto meu orientador “enchia mais ainda minha bola”. Até que eu decidi experimentar até onde ia meu “poder de influência”. Quebrei a cara! Criei uma guerra no laboratório e meu orientador me convidou a sair de lá. Não fiquei muito preocupado porque muitos outros pesquisadores tinham mostrado interesse em me orientar. Procurei cada um deles e todos “fecharam a porta na minha cara”. Até que uma única pesquisadora aceitou o desafio. Fiquei um pouco mais humilde, mas ainda longe de Deus e “crente” na evolução.

Academicamente, continuei me destacando, entrei também em primeiro lugar no doutorado, publiquei alguns artigos e tinha um grande projeto de pesquisa. Mas minha vida pessoal não estava nada bem. Eu já conhecia minha atual esposa, que pertencia a uma denominação evangélica pentecostal, mas não queria saber de igreja. Ainda me considerava o dono da “verdade” e resolvia tudo de acordo com meus julgamentos. Adivinha: tudo na minha vida dava errado. Resolvemos morar juntos e isso foi para a nossa ruina total. Terminamos o relacionamento e fomos cada um para o seu lado. Aí me afundei em uma vida de perversidade e festas todas as noites.           

Mas como todos os que buscam esse tipo de diversão, não me sentia realizado. E digo mais: quanto mais fundo você vai, maior é o vazio que você encontra. Dessa forma, eu me realizava profissionalmente durante o dia e me afundava na escuridão da noite. Só que eu não estava sozinho. Creio de todo o meu coração que meu anjo e meu Deus nunca me abandonaram. Vou lhe contar por quê. Em casa eu tinha uma senhora que orava dia e noite pelo filho e que pedia para as amigas da igreja fazer o mesmo. Ah, meu querido amigo, você não sabe o quanto a oração de uma mãe por um filho tem poder!           

Para resumir um pouco a história, em meados de 2013, deitado na cama, olhei para minha estante de livros e vi um livrinho. Adivinhe qual era? Por Que Creio. Peguei o livro e devorei em um dia. Comecei a assistir os vídeos do autor (Michelson Borges) e de outros criacionistas, e comecei a pôr em cheque minhas convicções evolucionistas. Adquiri o livro A Caixa-Preta de Darwin, de Michael Behe, um dos entrevistados pelo Michelson, em seu livro. Behe é bioquímico, assim como eu, na minha formação de pós-graduação (mestrado e doutorado). No livro ele mostra muitas evidências bioquímicas de um Criador. Nesse momento, eu já estava crendo no Deus da Bíblia, mas continuava fazendo as mesmas coisas.           

Até que em certo dia minha mãe me convidou, mais uma vez (perdi a conta!), para ir com ela à igreja e, diferentemente das outras vezes, eu aceitei. Gostei, mas não me sentia muito bem. Eu tinha um sentimento forte de que não havia mais como voltar. Sentia que tinha ido longe demais. Parecia que alguém me acusava o tempo todo, jogando em minha cara que eu não tinha mais jeito. Mas, como eu continuava buscando a verdade, li o livro Caminho à Cristo, de Ellen White. Nesse livro eu encontrei a resposta de que precisava. Em certo trecho, Ellen diz que quando alguém busca mudar de vida, Satanás passa a acusar essa pessoa e plantar nela o sentimento de indignidade. Depois de ler isso, senti que devia tomar a decisão de ser rebatizado, e foi o que fiz. No sábado, 29 de junho de 2013, aniversário da minha mãe, fiz a maior surpresa que ela poderia ter. Dei o testemunho público de que creio no Deus criador de todo o Universo e que, daquele dia em diante, eu viveria para servi-Lo e adorá-Lo.           

Esqueci de falar, mas no momento em que comecei a mudar meu comportamento, procurei minha ex e atual esposa para voltarmos a namorar. Ela estava no meu batismo e começou a fazer estudos bíblicos. Nesse meio tempo, foi realizado um encontro criacionista no Instituto Adventista Paranaense. Adivinha quem estava lá? Meu querido irmão Michelson, e eu estava lá com minha ex e hoje esposa – mas naquele momento namorada (rsrs). Naquela ocasião, não pude conversar com o Michelson, por isso escrevo essa “carta” (testemunho). Mas deu para pedir que ele assinasse meu exemplar do Por Que Creio.           

Em outubro de 2013, a Wanessa foi batizada, e em 8 de novembro nos casamos, para a honra e glória de Deus! Temos buscado servi-Lo desde então. Até abril deste ano (2016), eu era ancião e ela, diretora do Ministério Infantil na Igreja Adventista da Vila Operária, em Maringá. Como passei no concurso para professor da Universidade Federal de Goiás, hoje moramos em Goiânia e frequentamos a Igreja Adventista do Jardim Pompeia. Tenho procurado com todas as forças do meu ser, com o auxílio divino, ser uma luz por onde quer que eu for, principalmente no meu trabalho.

(Rodrigo Mello Gomes é mestre, doutor e tem um pós-doc em Ciências Biológicas; é professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade Federal de Goiás [UFG]; também é membro do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB])

Nota: Lembro-me bem desse encontro de universitários realizado em Maringá, em 2004. Estava lá com minha esposa e minha filha mais velha, na época com dois anos de idade (veja as fotos abaixo). O testemunho do Rodrigo me levou às lágrimas e me fez, mais uma vez, agradecer a Deus por fazer germinar a semente que plantamos, às vezes sem ter noção do que vai dar e muitas vezes sob forte oposição. Deus é bom e nunca desiste de Seus filhos! E que esse testemunho sirva de motivação para os líderes de jovens, pastores, líderes de grupos de universitários, enfim, para todos aqueles que trabalham em favor dos jovens que frequentemente são bombardeados nos campi seculares com ideologias antibíblicas e com os apelos dos prazeres vazios. Cada vida salva ou resgatada terá valido todo esforço! Rodrigo, você sabe por que crê. Permaneça sempre firme ao lado dEle. [MB]